quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Temporalidades



Tempo
Corrente solta que sulca a cara
Que franze os olhos
Quando o sol é mais luz do que os olhos podem ver.
Tempo
Relógio de ponteiros bordados
Marcando tempos nos passos corridos dos sapatos
Pelas pedras gastas das avenidas de outros tempos.
Tempo
O que há e o que se esfumou em nuvens carregadas de chuva
Que voou nas asas dos pássaros apressados
Abraçando o sul quente e luminoso de doer nos olhos.
Tempo
Tanto tempo a bater nas têmporas em latejos impacientes
Lembrando que as horas se consomem
Em fogueiras intemporais crepitando prazos de validade.

4 comentários:

poetaeusou . . . disse...

*
o tempo,
intempéries quotidianas,
,
adorei,
meditando nas tuas palavras,
,
tempos de conchinhas deixo,
,
*

Ezul disse...

Fascinante, o tempo.Tanta vez cruel, também misterioso. Redentor? Circular?
:)

Cloreto de Sódio disse...

E para quando a publicação dos teus textos?
Montemor é uma cidade sem par.
O teu pai levou-a, apaixonadamente, para a Rádio, há muitos anos. Era meio adolescente e fui ouvinte atento e fiquei fã incondicional do L.V., que vim a conhecer pessoalmente. Fui, depois, professor de uma das suas netas.
Que saudades.
Montemor é uma cidade sem par.
Também cá vivo. E cá hei-de morrer. Visita-me em
http://maradodasideias.blogspot.com/
Abraços.

**Viver a Alma** disse...

Salve Vanda

Passei aqui depois de ter revisitado alguns dos meus blgos antigos e seus comentários e achei o seu nome. Como não me lembrava mais...vim ver!
E gostei...embora eu não siga blogs publicamente e quase nunca me "passeie" pela blogosfera, a não ser para comentar quem me visita, o que me honra!

Que deste tempo sem tempo que somos nós, saiam coisas belas
Abraço meu
Mariz